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sexta-feira, abril 29, 2016

Incubadora

Quando tens a mente em incubadora
e chuchas no dedo com a volúpia frágil e
a preguiça de tudo querer, enquanto em
posição de feto abarcas a tua pena
e és continuamente um feijão amador a inspirar o
quanto irritas, a desejar convulsivamente que
te troquem o dia seguinte

é possível que te caiam na cabeça
cisnes, palácios, fogueiras nocturnas
garrafas com mensagens atiradas ao mar distante
molas de roupa, homens, mulheres afiadas
coisas inimagináveis e largueiras em extensão.
É possível também que fiques sozinho
se te atiras para a cama à espera de amanhã
o dedo chupado a mirrar, alface esquecida
mas não será só culpa tua
se a imaginação morrer depois de ti.



Cláudia R. Sampaio


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