sexta-feira, novembro 08, 2019
terça-feira, outubro 15, 2019
domingo, outubro 14, 2018
sexta-feira, outubro 12, 2018
segunda-feira, julho 02, 2018
Convite
Tenta-me com uma visão de colinas
relva que é verde
pavões tão vulgares como pardais.
Podemos ler no pátio, diz ela,
ouvindo o picapau às voltas com a sua árvore,
admirar as rosas, colher fruta, contar estrelas.
Traga a tia, os cães, o periquito, diz,
escreva um ou dois poemas felizes.
De vez em quando, continua,
iremos até à aldeia
para sabermos como é que o mundo
não vai.
Eunice de Souza
(tradução de Francisco José Craveiro de Carvalho)
Tenta-me com uma visão de colinas
relva que é verde
pavões tão vulgares como pardais.
Podemos ler no pátio, diz ela,
ouvindo o picapau às voltas com a sua árvore,
admirar as rosas, colher fruta, contar estrelas.
Traga a tia, os cães, o periquito, diz,
escreva um ou dois poemas felizes.
De vez em quando, continua,
iremos até à aldeia
para sabermos como é que o mundo
não vai.
Eunice de Souza
(tradução de Francisco José Craveiro de Carvalho)
terça-feira, maio 08, 2018
Por vezes não sabemos o que fazer
por vezes não sabemos o que fazer
— hoje apenas resta esta frase
a sinalizar em ferida uma falha
— sem esperança dela irradiar
cornucópia luminosa braseiro
ficamos imobilizados no mundo
sem contorno ou profundidade
sem mão ou palavra para erguer
alguma coisa se afasta de nós
irremediavelmente.
Carlos Alberto Machado
por vezes não sabemos o que fazer
— hoje apenas resta esta frase
a sinalizar em ferida uma falha
— sem esperança dela irradiar
cornucópia luminosa braseiro
ficamos imobilizados no mundo
sem contorno ou profundidade
sem mão ou palavra para erguer
alguma coisa se afasta de nós
irremediavelmente.
Carlos Alberto Machado





