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domingo, outubro 30, 2011

não temos nome somos apenas
objectos que respiram

quando o tempo não se gasta com a respiração
envelhece com os instantes guardados no fundo das gavetas

enumeramos solidões onde o corpo se torna lento
e a pouco e pouco atravessamos outonos sem precisar de mapas




maria sousa




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1 Comments:

Anonymous Carla H. said...

Belo poema.

24/11/11 07:11  

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