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terça-feira, maio 26, 2009

tradução caseira da lebre


Nada se modera nem se suaviza na memória, que imagina e adorna cada momento. Nada se despoja, salvo a indiferença. Antes dizia: não me esqueças; agora: esquece-me por favor. No esquecimento está a minha esperança, na recordação a minha tortura; mas o mais terrível de tudo é que prefiro a recordação ao esquecimento, e a tortura à esperança.





Silvina Ocampo





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2 Comments:

Blogger menino mau said...

love it

26/5/09 03:17  
Blogger Frioleiras said...

eu prefiro o olvido à recordação..

26/5/09 23:43  

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