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sábado, abril 25, 2009

25 de Abril, Sempre!

Cada dia tenho menos uma letra,
uma boca e a mão para a dizer.
Fui colhendo a noite, palavras surdas,
o silêncio que a morte continua
sob a pele da madrugada.
Cada dia tenho menos um coração,
menos uma noite. Resta-me a memória
de abril dentro um copo de esquecimento,
o fundo da liberdade
que alguém bebeu de nós:
a canção morena da alegria,
o cravo ao rubro de fundir a paz.
Menos uma boca, uma criança
alada. Menos uma cidade onde a esperança
se cola ao rosto. Os meus passos presos
ao chão são menos o olhar que a manhã
oferece. Mas era uma vez e aconteceu
um dia, em todos os outros desse dia,
por muito tempo e ainda agora:
acordar, pôr o café na chávena
e barrar o pão com a liberdade.





Rosa Alice Branco











5 Comments:

Blogger firmina12 said...

sim. este cravo ilustra o meu pequeno poema

25/4/09 16:23  
Anonymous comboio turbulento said...

perfeito para o dia:)

25/4/09 20:09  
Blogger Frioleiras said...

maravilhoso..................
simplesmente maravilhoso!

26/4/09 01:46  
Blogger lebredoarrozal said...

obrigada:)

26/4/09 07:16  
Blogger T.H. said...

as boas vindas à liberdade

27/4/09 00:13  

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