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sexta-feira, setembro 19, 2008

não estou certo de nada. gostava, contudo,
de acreditar que existes, para te esperar sem
angústia, talvez pôr a música mais baixo, ouvir
os vizinhos a conversar, preparar coisas para te
dizer, ler um livro, vestir-me. gostava de ter
por ti um amor convencional, sem ter de o
imaginar. com um jantar pelo meio, um passeio
no mais popular do parque, a ver cisnes e a
fugir dos cavalos. mas não estou certo de nada, e
mais fácil é fechar as portadas, escolher um cobertor
quente e fazer com que vente mais e mais lá fora



valter hugo mãe



Photobucket

6 Comments:

Blogger jorge vicente said...

isto é um poema genial

e a imagem diz tudo.

um abraço
jorge vicente

19/9/08 12:58  
Blogger ana c. said...

um poema para guardar debaixo da língua desta sexta-feira ainda de verão. boa, talvez, para passear no parque e dar de comer aos cisnes e, pelo meio, fugir dos cavalos...

19/9/08 14:28  
Blogger indigente andrajoso said...

ainda me tens que explicar como consegues essas imagens tão grandes... esta por exemplo procurei, reprocurei e nada...

19/9/08 16:14  
Blogger menina tóxica said...

este poema e esta imagem ó menina lebre, tão assim lindos lindos*

20/9/08 19:39  
Blogger lebredoarrozal said...

:)

(indigente,algumas acho, outras uso programa maravilha:P)

23/9/08 03:23  
Blogger indigente andrajoso said...

como diz o dizer... "toda a boa lebre tem sempre bons truques na manga"

23/9/08 14:08  

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