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terça-feira, junho 17, 2008

A luz é poeirenta, magra. Vejo-te, vacilante, num voo rasante sobre as águas. Ao entrar em casa, detenho-me num clarão de contorno nítido. No quarto, vivem, silenciosas, estrelas-cadentes; no exterior o céu não se desmantela, vela por mim. Quando acordo, verifico que interior e exterior são afinal o mesmo tecto.


Ana Marques Gastão


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2 Comments:

Blogger menina limão said...

ai o Bill Henson.

18/6/08 01:23  
Blogger lebredoarrozal said...

o Bill Henson deixa-me ficar sem pio.

19/6/08 00:50  

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