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segunda-feira, abril 28, 2008

cintura

Deixo-te ir, dizendo palavras inabitadas, tenebrosas. Sou caruma, vento violento, borboleta esvaziada pela malignidade. Procuro, em minha perplexidade de asa, um outro coração. Na avidez do golpe, caminho com água pela cintura. Desapareço.



Ana Marques Gastão



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1 Comments:

Blogger menina tóxica said...

isto de ler posts assim lindos a estas horas, ouch.

:)

28/4/08 04:33  

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