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quarta-feira, agosto 22, 2007

em amanheceres onde tudo o que foi ferido
vira sombra
ainda há doçura no interior da boca

com os olhos abertos no meio do silêncio
pesas-me nos lábios

dispo-me de ti com o vento a atravessar a pele
fomos feitos de copiar dos dias o que perdemos

a respiração compromete a ausência

afinal somos feitos de regressos



Maria Sousa



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4 Comments:

Blogger Miguel Maria de Chapeleiro Maluco said...

:) chegarei as palavras a este teu poema em breve.

22/8/07 03:19  
Anonymous Anónimo said...

nem mais, nem menos.
exactamente assim,
certeiramente assim.

(estilhaços & fragmentos - memória na pele das crisálidas em nós).

gi.

22/8/07 11:28  
Blogger ana said...

e os regressos podem ser começos.

22/8/07 23:32  
Anonymous Anónimo said...

e os regressos podem ser fins.

24/8/07 12:51  

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