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quarta-feira, junho 20, 2007

O amor é uma coisa solitária. É esta descoberta que faz sofrer

Carson McCullers



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9 Comments:

Blogger marta said...

ouch ouch ouch

20/6/07 10:31  
Blogger Marta said...

tal e qual.

este blog tem matéria para a vida toda!

um beijo.

20/6/07 10:43  
Blogger menina limão said...

(...)

20/6/07 19:03  
Anonymous Anónimo said...

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20/6/07 20:33  
Anonymous alcoólico anónimo said...

O amor é tudo menos solitário. A depressão vive-se sozinha, tal como a ilusão, o sonho, o delírio, a fantasia. O amor vive-se em conjunto e obriga a uma entrega recíproca. Podemos ficar felizes apenas por dar, mas nos amor também recebemos. Caso contrário é puro desconcerto.

21/6/07 03:05  
Blogger lebredoarrozal said...

respondo-te com palavras do mesmo livro

Em primeiro lugar, (o amor) é uma experiência a dois, mas isso não quer dizer que seja a mesma coisa para cada um. Há o que ama e o que é amado, e estes dois eram diferentes como o dia da noite. Muitas vezes o amado é apenas um estímulo para todo o amor acumulado, durante muito tempo e até àquele momento, pelo amante. De algum modo, cada amante sabe que é assim. Sente no seu íntimo que o seu amor é solitário. Depois, conhece uma nova e estranha solidão, que o faz sofrer ainda mais. De maneira que só lhe resta fazer uma coisa. Deve abrigar dentro de si, o melhor que puder, esse amor; deve criar um mundo só seu, intenso e único.

(...)


Portanto, o valor e qualidade do amor é decidido apenas pelo próprio amante. É por esta razão que muitos preferem amar a ser amados. Quase toda a gente quer ser o amante. E a verdade nua e crua é esta: no íntimo, o facto de ser amado é intolerável para muita gente. O amado teme e odeia o amante, e pela melhor das razões. O amante quer sempre mais intensamente ao seu amado, ainda que isso lhe cause somente dor.

Carson Mccullers na Balada do café triste

21/6/07 03:42  
Anonymous alcoólico anónimo said...

Admito que esse pensamento é válido. Já o vivi muitas vezes. Mas também já descobri outro tipo de amor onde amante e amado se cruzam. É como pensarmos em comunicação: um primeiro modelo separava emissor de receptor, que se substituiam nessas funções, mas hoje já se chamam de intermediários, porque nunca nenhum é meramente emissor ou receptor. Ser somente amante ou amado não é nada, isto é, é melhor que nada, mas não tão bom como tudo. Não cito ninguém aqui, apenas os pensamentos que me saltam da cabeça.

21/6/07 04:53  
Blogger Cometa 2000 said...

excelente texto do post e do comentário. faz-me lembrar que é muito mais fácil dar do que pedir.

21/6/07 13:54  
Blogger lebredoarrozal said...

e será que somos amantes e amados ao mesmo tempo e com a mesma intensidade?




cometa, a carson era uma escritora fabulosa, muito lucida e crua.

22/6/07 00:56  

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