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quinta-feira, março 29, 2007

O sono retirou-se do meu corpo e as cigarras
atormentam as minhas noites. Depois de teres
partido, os lençóis da cama são como limos frios
que se agarram à pele. Porém, se me levanto,
não faço mais do que arrastar a solidão pela casa;

talvez procure ainda um gesto teu nos braços
do silêncio, como um pombo cego a debicar
as sombras na única praça deserta da cidade -

o amor nunca aprendeu a ler nas linhas da mão.



Maria do Rosário Pedreira



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1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

as mãos são entroncamentos de linhas de amor

29/3/07 11:35  

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