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segunda-feira, janeiro 08, 2007

Nunca mais regressaste a casa desde agosto.
O teu lugar à mesa ficou vazio. Eu passei a coleccionar
os nomes de coisas distantes, sentei-me a desenhar
sistemas de coordenadas, soletrei os hemisférios
das palavras, regressei às zonas epidérmicas do toque,
à fome anatómica dos gestos, às regiões endémicas
dos sismos, à solidão unívoca das margens dos rios,
ao silêncio lento das magnólias. Trouxe o domingo
para dentro de casa e guardei-o junto ao parto
em que me deste à luz.

Digo: Os dias são todos de morrer.
Nenhuma das memórias que tenho de ti
sabe negar essa evidência.



José Rui Teixeira


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2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

é verdadeiramente bonito este poema e outros deste autor *

8/1/07 11:22  
Blogger lena said...

menina linda tu surpreendes sempre com as tuas escolhas


muitas e muitas saudaditas e também de te ler Maria


"...
deslocam-se da casa as memórias de criança.
o dia dilata fascinante, no despertar
do canto do mar.
...
"



abraço-te ternamente e mil e um beijinho

lena

8/1/07 21:36  

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