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quarta-feira, dezembro 13, 2006

A mulher
organiza as sombras para evitar o escuro
na pele sente o medo

é prudente na batalha com as perguntas
que pousam no dia

sorriso

quando o som do telefone invade a sombra
nenhuma palavra lhe sai da voz
deverá falar como se fossem outras coisas a
respirar em vez do grito?

à janela, o vento e o sol, limpam-lhe as vozes
sobrepostas a dizer aquilo que a voz não diz.
mas não hoje

disse que não seria capaz de mudar
perdida no quarto, pequenino, onde utiliza os hábitos
como movimentos grosseiros

nenhuma palavra ali tem asas

fica apenas o silêncio onde a mulher fecha
as persianas e depois as cortinas
sem explicar o sentido do grito.


Maria Sousa


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3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

adoro este sítio. não me canso de repeti-lo. tem tudo a ver comigo. tem as imagens mais bonitas da blogosfera e os textos são muito bons.

vou guardar este poema comigo.

Cláudia

13/12/06 20:28  
Blogger lebredoarrozal said...

obrigada pelos elogios.

fiquei muito contente por teres gostado do meu poema:)

13/12/06 20:43  
Anonymous Anónimo said...

;)

Cláudia

14/12/06 01:04  

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