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quinta-feira, outubro 26, 2006

aqui não há ninguém

o quarto é um pedaço de espelho
com uma mulher a um canto

nada mais do que um reflexo

em vez de corpos, feridas
refúgios para encher vazios

para os traduzir uso o vento
saem versões confusas onde
o corpo e os cigarros a morrer
no cinzeiro
precisam de palavras novas

ela senta-se no meio do quarto

como se todas as palavras fossem
restos de vida


Maria Sousa


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3 Comments:

Blogger prozina said...

conjugação excelente

26/10/06 11:19  
Blogger Az said...

é engraçado que quando começo a ler um poema teu, mesmo antes de ver o nome do seu autor, reconheço-o como teu.
gostei muito.

28/10/06 11:55  
Blogger lebredoarrozal said...

obrigada:)

31/10/06 01:07  

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