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quinta-feira, junho 08, 2006

atravessas-me e há vozes em coro
a passear pelos arredores da pele

esqueço-me de sentir
e é com pele que te faço o centro da ferida

cuidado

a realidade é feita do que não quero ser
dias sólidos de onde não saímos

é tarde e amanhã começa com a tua voz ontem

sobre uma mesa posta (natureza morta com vento)
é tudo simples e quando o nada me acaricia os dedos
não há respostas para o que o vento pergunta

Maria

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6 Comments:

Anonymous Jorge A. S. said...

Este blogue é um bálsamo.

8/6/06 08:46  
Anonymous Anónimo said...

"Não tinhas nome. Existias como um eco do silêncio. Eras talvez uma pergunta do vento." - albano martins

gosto do que dizes no que escreveste.

margot

8/6/06 09:10  
Blogger margarete said...

"esqueço-me de sentir
e é com pele que te faço o centro da ferida

cuidado

a realidade é feita do que não quero ser
dias sólidos de onde não saímos"

este é o género de coisas que corre o risco de ficar a ecoar

8/6/06 15:00  
Blogger Luis Olival said...

explica "bálsamo" :)

8/6/06 15:05  
Blogger dama said...

Bom.

10/6/06 03:27  
Blogger alex said...

a maggie é que tem razão - estas coisas que escreves ficam-nos a ecoar.

10/6/06 16:10  

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