O silêncio
abre
o coração das sombras.
Por tal sossego, as árvores
caminham. Mas são as mulheres quem lhes assegura
a elegância do porte.
A harmonia vem do peso da luz
sob a cabeça. Das mãos em arco: os ramos seguram.
Altas são as folhas. Simples.
Lisa a copa.
Não há rumor na terra.
As feras não nasceram ainda. Apenas os peixes.
Fora de água
respiram.
Sim.
O mundo pode ser belo,
apesar de só.
Basta-lhe o fulgor no mais escalvado da noite
e meninos esbeltos e
gelados no sol.
E uma beleza dificílima. E um cauteloso
azul nas garças abatidas pelo céu.
E um primeiro espanto,
uma primeira alegria nas fendas
em direcção
ao pó.
Eduarda Chiote
abre
o coração das sombras.
Por tal sossego, as árvores
caminham. Mas são as mulheres quem lhes assegura
a elegância do porte.
A harmonia vem do peso da luz
sob a cabeça. Das mãos em arco: os ramos seguram.
Altas são as folhas. Simples.
Lisa a copa.
Não há rumor na terra.
As feras não nasceram ainda. Apenas os peixes.
Fora de água
respiram.
Sim.
O mundo pode ser belo,
apesar de só.
Basta-lhe o fulgor no mais escalvado da noite
e meninos esbeltos e
gelados no sol.
E uma beleza dificílima. E um cauteloso
azul nas garças abatidas pelo céu.
E um primeiro espanto,
uma primeira alegria nas fendas
em direcção
ao pó.
Eduarda Chiote
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2 Comments:
Maravilha de poema! Também gosto de ver algumas árvores como mulheres, as olaias principalmente :)
esplêndido!
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