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quarta-feira, fevereiro 01, 2006

desde que te criei como um outro inverno
não fazemos mais do que noite numa
língua que ambos desconhecemos

uma história de mentiras
onde o frio se esconde
nas pausas

perdi-me
não sei se me segues pelas ruas
que inventaste para mim

há nas palavras um desabafo preso ao vento

por entre paredes onde desenhaste a dor
olhas-me
apesar do medo, não há sombras

em certos ângulos tu não existes

com esta revelação, calo-me
vejo as palavras que não podes prender
desaparecer no inverno.


eue


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7 Comments:

Anonymous Anónimo said...

lindo.

anáfora

1/2/06 12:30  
Blogger contraluz said...

gostei tanto e fez tanto sentido se não sei se o vou querer ler outra vez. explodiu-se-me!

1/2/06 12:46  
Blogger margarete said...

lebre, agora apetecia-me dizer o te nome e dizer coisas sobre as coisas que tu nos dás... mas não lamento, terei a oportunidade, lá para 6ª feira levas um abraço "daqueles"...


beijo, Sra Poeta

1/2/06 16:32  
Blogger maria said...

Em primeiro lugar, adorei o teu poema. Posso opinar? cá vai: continua a "postar" coisas tuas... embora não deixes de "postar" coisas de outros, tratadas por ti da forma que só tu sabes.

Em segundo:
só quero chamar-te a atenção para um desafio que te lancei no meu blog. Para um bom conhecimento das regras do jogo, recomendo que visites os posts anteriores ao meu, dos blogs que lá menciono.
Beijinhos

1/2/06 16:42  
Anonymous at said...

muito lindo. vou guardar

1/2/06 23:55  
Blogger lebredoarrozal said...

obrigada, muito obrigada:)))

2/2/06 01:41  
Anonymous Anónimo said...

gosto quando não sa calam as emoçoes que nos atormentam

6/2/06 22:29  

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