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quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Como posso eu amar-te, se nem sei
como à porta te chamam os vizinhos,
nem visitei a rua onde nasceste,
nem a tua memória confessei.
Que vaga rima me permite agora
desenhar-te de rosto e corpo inteiro
se só na tua pele é verdadeiro
o lume que na língua se demora...
Não deixes que te enganem os recados
na infernal gazeta publicados
que te dão já por escultura minha;
nocturno frankenstein, em vão soprei
trombas de criação, e foste tu
quem me criou a mim quando quiseste

António Franco Alexandre



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6 Comments:

Blogger margarete said...

caramba, Lebre! isto é exageradamente bonito!

(beeeem, e a foto... )

16/2/06 09:32  
Anonymous ana said...

É mesmo. Fiquei com pele de galinha, caramba.

16/2/06 18:06  
Anonymous Galo-Mor said...

Lindo!... E de quem é a foto?

16/2/06 21:57  
Blogger lebredoarrozal said...

:))

a foto é de um fotógrafo brasileiro, o Lucio Carvalho.
para se saber de quem são as fotos do meu blog é só ir ver as propriedades delas:)

17/2/06 00:05  
Blogger maria_nodi said...

Sim, é mesmo extraordinariamente bonito, Alice.
Metemo-nos a olhar e saltam logo montes de joaninhas e borboletas dos seus dedos...

17/2/06 01:21  
Blogger SOPHIA said...

Hola!! te escribo desde Lima Perú y al igual que comparto los mismo gustos literarios y artísticos. FELICIDADES, es un lindo blog!!

23/9/06 05:43  

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