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quarta-feira, janeiro 18, 2006

Redacção

Uma senhora pediu-me
um poema de amor.

Não de amor por ela,
mas «de amor, de amor».

À parte aquelas
trivialidades «minha rosa, lua do meu céu interior»
que podia eu dizer
para ela, a não destinatária,
que não fosse por ela?

Sem objecto, o poema
é uma redacção
dos 100 Modelos
de Cartas de Amor.

Alexandre O'Neill



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4 Comments:

Blogger João Villalobos said...

Escrevi um poema com palavras emprestadas.
Umas já as tinha, as outras inventadas.
Não ficou um poema de amor igual,
Achei-o até bastante especial.
Escrevi o nome da minha namorada,
E tudo o que havia a ela associada.
Foi então que descobri: não podia ter fim,
Esse poema de amor, pelo menos para mim.
A cada palavra outra adicionava,
Perfeita junção ao nome que amava.
E nessa altura vi que escrever tem um defeito:
Não torna melhor um amor já perfeito :)

18/1/06 17:30  
Blogger lebredoarrozal said...

muito muito bonito:)

18/1/06 18:08  
Blogger João Villalobos said...

Foi feito no momento e só para aqui. É uma prenda para a lebre chorosa lá de cima...:)

18/1/06 18:09  
Blogger lebredoarrozal said...

obrigada, muito, muito obrigada:)

18/1/06 18:28  

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