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domingo, novembro 13, 2005

porque um cheiro cinzento de castanhas une as margens
fico com os cotovelos marcados pelo tampo da mesa
quando a mesa é um sombreado no frondoso painel do
[ quintal e

o olhar
parado disperso na parede
no apenas em que a parede é um móvel ao canto
e nós na praia nós o ano passado uma jarra de
[ vidrinhos coloridos
verde amarelo vermelho azul transparente
e a porta
lacada de branco entre os vasos fronteiriços à varanda

os cotovelos sobre o tampo da mesa
quando a mesa é uma toalha branca floreada de pequenino
[lilás
sobre os joelhos
junção de margens do forjado de que se fazem as varandas

os ganchos que deixei junto à bacia
a escova o peixe branco do sabonete a jarra verde
amarela vermelha azul transparente

e nós na sala
com a toalha pelos joelhos


joão do nascimento


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2 Comments:

Anonymous candida said...

gosto dos teus poemas.

19/11/05 21:35  
Anonymous Anónimo said...

This is very interesting site...
» » »

23/8/06 13:59  

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