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terça-feira, outubro 04, 2005

Tréguas

este poema é para ti.
é uma oferta de tréguas
dizendo que
nada no teu coração negro
me poderá assustar.
Olhei tempo demais
para o meu próprio coração.
Obrigada pela dádiva
das tuas incertezas.

Eunice de Souza


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4 Comments:

Blogger pedro said...

o poema é muito bonito.

Hoje tentava explicar-me/justificar-me contra a poesia ambígua. O combate perdido contra a proposição que um texto figurativo, simbólico, tem obrigatoria-e-intencionalmente diversos sentidos e formas de interpretação. Não consigo conceber ninguém a escrever contra o que realmente quer. (mesmo as formas aleatórias procuram o acaso!). Mesmo que se pretenda esconder algo num texto, a verdadeira interpretação, a única leitura legítima (se nos disposermos a isso) é procurar os sentidos velados. Nunca os aberrantes.

Desculpa. O teu post de hoje é realmente muito bonito e não merecia uma descarga indignada. Mas também tenho uma certa curiosidade para saber o que pensas do assunto.

Nem sei o que dizer da fotografia.

4/10/05 02:04  
Blogger lebredoarrozal said...

Não sei se respondo ao que pretendes, mas para mim toda a poesia tende a ser ambígua, sendo no entanto claríssima para quem se apropria dela.
O poema é um labirinto que cada um percorre ao seu gosto.
E se a poesia não fosse ambígua não estaria a abrir em demasia o seu sentido, ou seja, a ofuscar o seu brilho e a transforma-la em prosa?


ainda bem que gostaste do poema.. e esta foto... eu não tenho palavras para esta foto:)

4/10/05 02:41  
Blogger pedro said...

A foto é incrível. E verdadeiramente ambígua, baça; nem consigo distinguir se é dor ou felicidade expressa na face da moça. E as fendas! Parecem "made of stone"; mas nunca vi estátuas assim.

4/10/05 14:07  
Blogger Ana Alves said...

Que poema!

6/10/05 16:11  

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