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segunda-feira, maio 16, 2005

Que a palavra te redima do erro. Que a palavra seja o erro.
Deslizas sobre a terra. Deslizas sobre as águas.
Tudo é veloz e extremo. Pó em torno da tua dor. Pó em torno do teu choro.
O que te atinge em pleno voo. A cegueira que te atinge em pleno voo.
Ergues-te para a mais secreta alegria de abandonares o teu corpo.
Que a palavra te redima do erro. Que a palavra seja o erro.
A tua história, onde escreveste o indefinível do teu nome. Eras criança.
Estendias as tuas asas. E as tuas asas
faziam a imensa sombra sob a qual se abrigava
o que era reconhecível e amável.
Deslizas sobre a terra. Deslizas sobre as águas.
Tens o talento antigo de estenderes as tuas asas. Agora quebradas,
para sempre quebradas. Já sem a amplitude do início,
é no ocaso que escondes a tua vergonha.
Por tua vontade, desejo e mágoa
exumas a palavra do passado, a inocência que o não era.
Que a palavra te redima do erro. Que a palavra seja o erro.


Luís Quintais


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4 Comments:

Anonymous cândida said...

obrigada.
um *.

16/5/05 15:18  
Blogger jorge said...

belo texto, e sempre grandes imagens!

16/5/05 17:38  
Blogger lebredoarrozal said...

obrigada,
mas olha que por momentos senti-me a RFM dos mundo blogador :P

16/5/05 21:20  
Blogger margarete said...

vou levar o texto e a foto na íntegra,

obrigada


;)*******

16/5/05 21:55  

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