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quinta-feira, março 31, 2005


Mais uma tradução da Anne Sexton, em modo “caseiro” e dedicada ao dia de ontem

A noite estrelada

Isso nao me evita de ter uma terrível necessidade de - devo dizer a palavra - religião Depois eu saio de noite para pintar estrelas – Vincent Van Gogh numa carta para o seu irmão

A vila não existe
excepto onde uma árvore de cabelo preto desliza
para cima como uma mulher afogada no céu quente.
A vila está silenciosa. A noite ferve com onze estrelas.
Ó noite estrelada! É assim que
eu quero morrer.

Move-se. Estão todos vivos.
Mesmo a lua que se enche nos seus ferros cor-de-laranja
para empurrar crianças, como um deus, do seu olho.
A velha serpente invisível engole as estrelas
Ó noite estrelada! É assim
que eu quero morrer.

Dentro da besta apressada da noite,
sugada por aquele grande dragão, separar-me
da minha vida sem bandeira
sem barriga,
sem grito.


Anne Sexton



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