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quinta-feira, julho 22, 2004

Vens de noite no sonho 
  
Vens de noite no sonho
sem pés
entre páginas
de gasta paciência
quando a música findou
e teu sorriso se desfez
como um grão de pólen. 
 
Vens no veneno oculto
de meus dias
no silêncio
dos meus ossos
devagar
arrastando em queda
o nosso mundo. 


Vens no espectro
da angústia
na escrita
inquieta
destes versos
no luto maternal
que me devolve a ti. 
 
A escuridão desce então
sobre o meu corpo
quando o rosto da morte
adormece na almofada. 
 
Ana Marques Gastão




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