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quarta-feira, julho 14, 2004

perto do fim ver-se-ão ao fundo luzes a atravessar a noite.
só isso.
deixar-te-ei onde as palavras só são tuas

agora,
agora pouso o cigarro e sinto-te extenuado à procura de pretextos para falar.
parece-te natural?
tudo me parece tão pouco e escondida entre instantes com a boca a saber a noite

(há restos de ti nas palavras que me povoam)

demoro os dedos na chávena de café, bebido como todos os dias
no meio dos cheiros que são sombras no fim da tarde
e escolho a cor das primeiras palavras a sorrir timidamente


eue


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